Ninguém julgue que a ovelha humilde, a minha filha
Essa que morta está, tão fria, tão gelada,
Não continue a ser a mesma ovelha, amada
Nas redondezas desta encantadora ilha.
Ela apenas cerrou o olhar, que oculto brilha
No mundo, para abri-lo, então, glorificado,
Noutra vida melhor, que é luz de madrugada;
Que é branca Estrela d’alva, e eterna maravilha
Choro. Mas vá que a sua aromada epiderme
De banquetes, no barco, à voragem do verme,
Quando dela, e do verme, hão de surgir, no barro,
Os lírios, os jasmins, as rosas, as violetas,
Os alvos bogaris, e as fiavas borboletas:
Todo um florido abril lindamente bizarro.