Sempre a pensar em ti, sempre voltado
Para onde vives tão distante, creio
Sentir, mesmo de longe, o perfumado
Calor do vale do teu róseo seio.
Sempre a pensar em ti, horas parado
Fico, como se visse, num anseio,
O teu formoso olhar imaculado,
Que outrora vinha me bater em cheio.
E se me deito, para ter descanso,
Ó minha linda flor, somente o alcanço
Quando um clarão de fluídicos lampejos,
Vem lentamente se transfigurando
Nuns braços mornos, que me vão pegando;
E numa boca mádida de beijos.