Testemunha ocular, vira o filho brandindo
Uma adaga lavada em sangue, e, em pleno chão,
Um corpo escultural, exuberante, lindo,
De uma mulher que tinha em chaga o coração.
“Foge” (disse-lhe o pai). E a rude porta abrindo,
Na maior desventura e maior aflição,
Nas quais aos poucos ia, atrozmente, caindo,
Disse de novo ao filho: “Anda, busca o sertão”.
No outro dia, porém, comparece em juízo
O desolado pai, para dar o preciso
Testemunho do fato... Então, frio, suspeito,
Sentiu passar-lhe na alma uma idéia sublime:
— Se dissesse a verdade, era provar o crime...
E, com a mesma adaga, atravessou o peito.