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1865–1927

Tomado da lua

Juvêncio de Araújo Figueredo

Minha querida, o nosso adorado filhinho Está que já não pode os braços levantar! E era tão forte como o inquieto cabritinho Que assim que nasce pula e se alegra em pular...

Mas nem lhe serve, agora, o teu colo, de ninho, Porque ele vive assim, a gritar... a gritar... E como diminui! Como está tão magrinho! Que roxos tons de dor possui no próprio olhar!

Certo, tomou-o a lua, ao ver-lhe as camisinhas De rendas e cetim, e as fraldas, e as touquinhas... Mas isso passará, se disseres ao luar Dessa lua de abril, de tão suave brilho:

“O luar! O luar! vem ver este meu filho, Que tão doente está, e mo ajuda a criar!”

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