Minha querida, o nosso adorado filhinho
Está que já não pode os braços levantar!
E era tão forte como o inquieto cabritinho
Que assim que nasce pula e se alegra em pular...
Mas nem lhe serve, agora, o teu colo, de ninho,
Porque ele vive assim, a gritar... a gritar...
E como diminui! Como está tão magrinho!
Que roxos tons de dor possui no próprio olhar!
Certo, tomou-o a lua, ao ver-lhe as camisinhas
De rendas e cetim, e as fraldas, e as touquinhas...
Mas isso passará, se disseres ao luar
Dessa lua de abril, de tão suave brilho:
“O luar! O luar! vem ver este meu filho,
Que tão doente está, e mo ajuda a criar!”