Quem sonha dessa forma, olhos semi-cerrados
Como as ogivas de um castelo à beira-mar,
Certamente revive os seus dias passados,
E deixa-os docemente entre gozos passar...
E tu sonhas, assim... Passam por ti doirados
Dias de sol faiscante e noites de luar;
E os mares, em bonança ou então convulsionados.
Todos eles te dão um contínuo sonhar...
Mas, o sonho melhor é esse que ora a tua
Alma antiga revive à luz meiga da lua,
Recordada de que, ó velho pescador.
Camarada fiel, rotineiro das ondas,
Muitas vezes cantaste, em vigílias e rondas,
Nesse teu violão, as “Tiranas do Amor!”