Como é ingrata, para sempre, a gente!
Pois contra ti, ó terra virginal,
Lança da raiva o vesgo olhar tremente,
Toda a sombra tristíssima do Mal.
No entanto, ó terra, do teu seio ardente,
Brota, para florir, o roseiral,
E escorre o rio, rútilo e dormente;
E o pão nos vem, na espiga do trigal.
E, no entanto, na seiva que palpita
No teu seio fecundo, é que se agita
Toda a vida do Amor, toda a grandeza;
Todos os sonhos de felicidade,
Em voos para a paz na eternidade
Por essa torre de astros e turquesas.