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1865–1927

Terra!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Como é ingrata, para sempre, a gente! Pois contra ti, ó terra virginal, Lança da raiva o vesgo olhar tremente, Toda a sombra tristíssima do Mal.

No entanto, ó terra, do teu seio ardente, Brota, para florir, o roseiral, E escorre o rio, rútilo e dormente; E o pão nos vem, na espiga do trigal.

E, no entanto, na seiva que palpita No teu seio fecundo, é que se agita Toda a vida do Amor, toda a grandeza; Todos os sonhos de felicidade,

Em voos para a paz na eternidade Por essa torre de astros e turquesas.

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