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1865–1927

Ter crença

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ter crença é procurar, na noite escura Do mundo, a luz mais clara de uma estrela. Entretanto, nossa alma, para tê-la, Não necessita da menor tortura.

Basta, nas ruas tristes da amargura, Procurá-la, e senti-la, e compreendê-la E, aberta em flores, na consciência tê-la, Banhada de carinhos e doçura...

Ter crença é ter o coração vestido De dalmáticas de ouro o mais subido, Como se fosse, o coração, na vida, Um Santo Estevão que, ajoelhado, orasse

Uma prece que nunca se acabasse, No silêncio emotivo de uma ermida.

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