Se por uma infinita noite escura
Um clarim percorresse um céu profundo,
E chamasse de lá todo este mundo
Que anda cheio de dor e de amargura...
Se nessa noite, a cândida ventura;
Essa crença, que existe ainda no fundo
Da alma, tombasse a um pélago iracundo,
Tombasse como a uma sepultura;
Se em nosso olhar a lágrima rolasse;
E dessa amarga lágrima brotasse
Uma ansiedade eternamente fria,
Dize tu, dize tu, mulher amada,
Se por essa sinistra e longa estrada,
Dize se eu nos teus braços me acharia.