Cobriram-se de crepe as montanhas distantes...
É o pampeiro que chega, em céleres rajadas...
Todas as velas são por ele arrebatadas,
E há, pela praia afora, almas febricitantes.
As nuvens colossais, com riscos ondulantes
De brasa viva, são rudemente abaladas...
Correm, pelo ar sombrio, as aves, assustadas;
Uivam nas praias os cães e mugem bois, errantes...
Um momento depois, para as bandas de leste,
De uma faixa escarlate o alto céu se reveste;
E largas franjas de ouro erram pelos penhascos...
Faz-se um belo clarão... Mas o medo é dobrado:
Vai pelo mar convulso um lanchão, naufragado,
E outros mostram, na praia, o contorno dos cascos.