Esses altos soluços vêm das vagas
Do mar revolto, desse mar sanhudo,
Que, nas noites veladas e aziagas,
Parecem vir para acabar com tudo.
E as dos rios a encher, sob as pressagas
Chuvaradas de inverno tredo e mudo,
Que matam tanto como as sete pragas
Mataram todo o campo de veludo...
E esses das nuvens trágicas, sombrias,
Caindo sobre as longas penedias;
E os dos ventos bramindo seus soluços.
Todos esses soluços, soluçados
Dessa maneira, assim, desesperados,
Não se parecem com os meus soluços.