Tão simples e tão pobre a nossa casa,
Sem riqueza, a não ser a das roseiras
Que lhe dão as carícias mais fagueiras
Como os canários todo o afago d’asa.
Mas tu chegaste, e o teu olhar transvasa
Uma quentura como a das lareiras...
Trazes na boca a flor das romãzeiras;
E um sol nos olhos, que de amor me abrasa.
Por isso desde essa manhã de maio.
Eu nada vejo que não seja um raio
De esp’rança verde como o campo largo...
Chegaste, filha, para me amparares;
Chegaste, vinha, p’ra me transformares
Em vinho e aromas o que sinto amargo.