Dizem teus olhos cousas que as estrelas
Nunca, nem mesmo em sonho, me disseram.
Sou o único, portanto, a percebê-las;
Pois os teus olhos para os meus vieram,
Cousas misteriosas e tão belas,
Para o mundo outros olhos não trouxeram...
Por isso fico satisfeito ao vê-las,
E lhes conto as venturas que me deram.
Eu, na meiguice eterna, que os invade,
Leio toda a pureza e castidade
Que prendem num só laço os corações.
É que os teus olhos, nessa glória imersos,
Têm a sagrada limpidez dos versos
Do meu sagrado livro de orações.