Vejo-lhe o lindo e acariciante vulto,
Delicado, sutil, sereno, em pluma
De ninho a balouçar; ou como espuma
Vejo-o surgindo de onde estava oculto.
E ao vê-lo, as ânsias, num fatal tumulto,
Surgem-se-me, assim, no peito, uma por uma...
É que ela é morta, já descera à bruma
Da sepultura, dentro de um singulto.
E, mais a mais, seu vulto me aparece;
Sobre o meu peito lentamente desce;
Ante os meus olhos ávidos assoma,
Todas as vezes que eu revejo o lenço
De lembranças do seu amor intenso,
Embalsamado do mais casto aroma.