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1865–1927

Seu vulto

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vejo-lhe o lindo e acariciante vulto, Delicado, sutil, sereno, em pluma De ninho a balouçar; ou como espuma Vejo-o surgindo de onde estava oculto.

E ao vê-lo, as ânsias, num fatal tumulto, Surgem-se-me, assim, no peito, uma por uma... É que ela é morta, já descera à bruma Da sepultura, dentro de um singulto.

E, mais a mais, seu vulto me aparece; Sobre o meu peito lentamente desce; Ante os meus olhos ávidos assoma, Todas as vezes que eu revejo o lenço

De lembranças do seu amor intenso, Embalsamado do mais casto aroma.

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