Para matar da criança o trágico quebranto
Era logo chamada a minha velha tia.
E ela, cheia de amor pelas crianças, ia
Pelas léguas sem fim, ao último recanto...
Mas, antes de partir de casa, orava a um santo,
No oratório do quarto, e, alegre, repetia:
“Seja o meigo Jesus a minha companhia,
E o manto de Maria, o meu querido manto”.
Toda a criança, então, florescia de novo.
Por isso, essa velhinha era amada do povo
Desse humilde lugar de alvas praias cheirosas.
Do povo que ainda agora, entre rezas, murmura:
— Velhinha, iremos sempre à tua sepultura,
Levar-te bogaris, margaridas e rosas.