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1865–1927

Sempre lembrada

Juvêncio de Araújo Figueredo

Para matar da criança o trágico quebranto Era logo chamada a minha velha tia. E ela, cheia de amor pelas crianças, ia Pelas léguas sem fim, ao último recanto...

Mas, antes de partir de casa, orava a um santo, No oratório do quarto, e, alegre, repetia: “Seja o meigo Jesus a minha companhia, E o manto de Maria, o meu querido manto”.

Toda a criança, então, florescia de novo. Por isso, essa velhinha era amada do povo Desse humilde lugar de alvas praias cheirosas. Do povo que ainda agora, entre rezas, murmura:

— Velhinha, iremos sempre à tua sepultura, Levar-te bogaris, margaridas e rosas.

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