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1865–1927

Sem amor

Juvêncio de Araújo Figueredo

Para que a vida seja um grande mar de rosas Faz-se mister que a gente, em êxtase, se inflame No que existe de luz nas crenças vigorosas, E ame o próprio inimigo, e as próprias pedras ame.

A vida sem o amor vaga nas tenebrosas, Sinistras ilusões. E se há céu que derrame Por sobre nós a luz das crenças vigorosas, A vida sem o amor é um mar que em trevas brame.

É o inferno tenebroso a nossos pés se abrindo; E a nossos pés, medonho e em blasfêmias rugindo, A cada hora chegada, ou a cada momento. A vida sem o amor é um eterno mar morto,

Sem flâmulas, sem paz, sem faróis, e sem porto; Mar por onde nem passa a ânsia alada do vento!

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