Ele vinha da pesca e ao sair da tormenta,
Que, em novelos, rolava em rumo da enseada,
Virou lá no Pontal. Envolveu-o a cinzenta
Gaze da cerração, sob a rija lestada.
Noite de ânsias e de ais, na procela agourenta
Da fria lua nova, uma lua nevada.
E o corpo do rapaz, já matéria visguenta,
Boiava, agora, sobre a vaga encapelada.
Mas, a praia que é sempre um venturoso abrigo,
Um seio sempre aberto, um grande seio amigo,
Ao vê-lo de roldão, disse ao mar que o trouxesse...
E uma vaga foi vindo... e mais uma... e mais uma...
E estendeu-se um colchão alvíssimo, de espuma,
Sobre o qual o rapaz para sempre adormece...