Que temporal! O céu, ainda há pouco tão lindo
Como um lírio, tornou-se, agora, num momento,
Da tristíssima cor pesada do cimento,
E parece que vai por sobre o mar caindo.
Aves voam em tropel, asas bruscas abrindo,
A grasnar loucamente. E as rajadas do vento
Arrastam, de roldão, num soluço agourento,
Toda a massa do mar, que se enrosca, bramindo...
No entanto, uma canoa aparece no escuro,
Vela rinzada ao meio, e à popa traz, seguro
Na fé que transfigura o próprio vento e o mar,
Quem, nesta tarde, quando o céu surgir lavado,
Na capela estará num festivo noivado,
Com Teresa que é a flor mais linda do lugar.