Tremendo como o vime às rajadas do vento,
Pois contava, talvez, uns oitenta janeiros,
O Tomás da Rib’Alta acolhe ao pensamento
As viagens nos seus palhabotes veleiros.
Que amargura, porém, o punge no momento!
A sombra larga e fria e triste dos olmeiros
O Tomás da Rib’Alta escuta ainda o lamento
De uma bela mulher, na Praia dos Coqueiros.
E quanto tempo faz! Entretanto, saudoso,
Recorda-se do doce e belo olhar piedoso
Dessa que tanto o amara, em profundos cuidados,
Mas solteira morrera, entre as quatro paredes
De um rancho junto ao mar, onde fazia redes,
Como se fossem véus para alegres noivados...