Bates? De onde vieste, assim vestida
De branco, e assim coroada de alvas flores
De laranjeira, se fugiste à vida,
Se não vives do sol sob os fulgores?
Bates? De onde vieste, indefinida
Mulher, que andavas gorjeando amores,
Como uma ave, que, agora, na esbatida
Noite da cova vive, entre pavores?
Vieste da cova fria... fria? Vieste
Da sombra simbolista do cipreste,
Ou das alturas? Para lá subiste?
— Eu vim de percorrer mundos e mundos;
Vim da estrada dos páramos profundos...
Vim com saudade da tua alma triste.