Estes rios que vão, assim, rolando
Por estes campos, em redemoinhos,
E em vozerios de leões uivando,
Bravos, sinistros, trágicos, daninhos...
Estes são almas se despedaçando,
Negros de ódios cruéis, que os claros vinhos
Dos sonhos vão em fel transfigurando...
Rios em cujas margens não há vinhos...
Mas aqueles, no entanto — aqueles rios
Como são tão cobertos de amavios;
Em delicada música embalados...
Como na vida azul dos sonhadores,
Por eles desçam ofélias, entre flores,
Sob o esplendor dos céus imaculados!