Como és rica! No entanto andas a propalar
Uma pobreza austera! E quantas vezes dizes
Não serem neste mundo os teus filhos felizes,
Por não terem nem pão, nem mantos no seu lar!
Mas, à noite, onde está o divino luar
Senão perto de ti, com seus matizes?
E o teu amor não tem tão profundas raízes?
E a tua alma não sabe o que é sofrer e amar?
Há dias o teu filho, o mais pecurruchinho
Bateu asas, morreu, bem como um passarinho,
E lhe beijaste, a olhar o céu, as mãos tão belas...
Pois eu perfeitamente ouvi dizer à porta:
— Como é rica uma mãe que humílima suporta
A partida de um filho à mansão das Estrelas!