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1865–1927

Rica...

Juvêncio de Araújo Figueredo

Como és rica! No entanto andas a propalar Uma pobreza austera! E quantas vezes dizes Não serem neste mundo os teus filhos felizes, Por não terem nem pão, nem mantos no seu lar!

Mas, à noite, onde está o divino luar Senão perto de ti, com seus matizes? E o teu amor não tem tão profundas raízes? E a tua alma não sabe o que é sofrer e amar?

Há dias o teu filho, o mais pecurruchinho Bateu asas, morreu, bem como um passarinho, E lhe beijaste, a olhar o céu, as mãos tão belas... Pois eu perfeitamente ouvi dizer à porta:

— Como é rica uma mãe que humílima suporta A partida de um filho à mansão das Estrelas!

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