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1865–1927

Reza

Juvêncio de Araújo Figueredo

Passo as noites em claro, hora por hora, Pensando em ti, pensando em mim; pensando Na nossa vida atroz, que não melhora, Chore eu, e chores tu, aos céus clamando.

Continuamente, num tristonho bando, As nossas esperanças vão-se embora, Como as aves no inverno horrível, quando Nem rosas há pelos vergéis da aurora

Tudo um montão de trágicas ruínas Em derredor de nós, como colinas Que se houvessem ruído ao som dos ventos... Mas, para que um grão de areia possa

Ficar, reza ajoelhada, reza à Nossa Senhora Amparadora dos Tormentos.

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Reza · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove