Quis uma alma, depois de haver deixado
O coração na rasa sepultura,
Vê-lo de novo. Então, da excelsa altura,
Desceu à terra num clarão sagrado.
Desejou encontrá-lo ainda guardado,
E repleto da mística doçura
Da mocidade em flor; e na ventura
De se ver por um outro ainda amparado.
Ei-la, pois, a cavar a terra fria...
Mas, de real, o que na cova havia
Era, dos vermes, o banquete torvo;
Onde tudo se iguala; onde se iguala
O coração que veste a cor de opala
Ao coração que veste a cor do corvo.