Ainda me lembro bem da loura Rosalina,
Que era, deste lugar, a linda flor agreste.
Sua boca lembrava a romã purpurina,
E os seus olhos o azul da abóbada celeste.
Mas, a morte a levou. E a minha alegre sina
Transfigurada foi em noite de cipreste.
E vem dessa desgraça a dor que me amofina,
E este luto de que minh’alma se reveste.
Hoje, no entanto, vejo entre gozos de amores,
Outra boca, assim, e outros iguais fulgores
De olhar... Mas que mistério encontro neste povo
Que tão crente me diz maravilhosas cousas!
E passo a compreender que, da sombra das lousas,
As almas podem vir para se unir de novo...