Eis chegados da serra os dois filhos da Iria:
O mais velho, o Patrício, inda à larga cintura
Traz um grande punhal, e, veemente, murmura
Bruscas imprecações de trágica ironia.
O mais moço, porém, o André, da alma irradia
Uma serena paz de mística doçura.
E a velhinha ali está, numa choupana escura,
Onde não entra luar e a própria luz do dia
Mas, os olhos abrindo, ao clarão de uma vela,
A velhinha lhe diz “Filhos, ide à capela
Orar sempre por quem vos deu sérios conselhos...”
Nisso, sob um silêncio afetivo e sagrado,
Enquanto o André beijava as mãos do ser amado,
Quebrava o outro o punhal na curva dos joelhos.