Quando não vens, que séculos contados
À cada hora que passa, e a cada instante!
Toldam-se os ares; tornam-se pesados,
Para o meu coração febricitante.
Meus olhares tristíssimos, cansados,
Vão à rua, e à janela do mirante;
E, se não chegas, ficam desolados,
Porque moras tão longe, tão distante!...
Mas eu sei quando vens dobrando a estrada,
Para me veres, toda iluminada,
Dos resedás pela cheirosa estufa...
Sei, porque, nesse instante, alegre, sobre
O meu telhado de casinha pobre,
Uma carriça canta, e as asas rufa...