Skip to content
1865–1927

Quando

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando eu, num dia, pelo Espaço a fora, Por esse Espaço intérmino voar, Em que florida e luminosa aurora Terei a ave dos sonhos a cantar?

E este meu coração, que geme e chora, Que tem contas de pranto a desfiar A cada hora que chega, ou a cada hora Que passa, em que caixão verei tombar?

Terá minh’alma a paz sempre querida Pelos que passam nesta negra vida; Passam buscando as límpidas distâncias? E este meu pobre coração de limo

A que outra alma dará, mais tarde, arrimo? Ou continuará nas mesmas ânsias?

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Quando · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove