Que bruscas convulsões, que gestos, que estertores
No enregelado peito e músculos do Armando!
E o seu olhar torcido era a expressão das dores
Que lhe cavavam na alma uns ais, de vez em quando.
Suas faces, à luz dos ricos esplendores
Da tarde, num céu largo e lindamente brando,
Pareciam iguais às desoladas flores
Que se vão, pelo outono fora, desfolhando...
Não queria morrer! Mas, aos poucos, sua alma
Desprendia-se, assim como da verde palma
De Santa Rita, a cor se desprende, no altar...
Não queria morrer tão moço (ele dizia),
Deixando quem o amava e tanto o estremecia,
A chorar como chora, aflitamente, o mar.