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1865–1927

Prevendo a morte

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que bruscas convulsões, que gestos, que estertores No enregelado peito e músculos do Armando! E o seu olhar torcido era a expressão das dores Que lhe cavavam na alma uns ais, de vez em quando.

Suas faces, à luz dos ricos esplendores Da tarde, num céu largo e lindamente brando, Pareciam iguais às desoladas flores Que se vão, pelo outono fora, desfolhando...

Não queria morrer! Mas, aos poucos, sua alma Desprendia-se, assim como da verde palma De Santa Rita, a cor se desprende, no altar... Não queria morrer tão moço (ele dizia),

Deixando quem o amava e tanto o estremecia, A chorar como chora, aflitamente, o mar.

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