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1865–1927

Pressentimento

Juvêncio de Araújo Figueredo

A escuna fez-se ao mar, ao clarão das seis horas De uma tarde de abril. Que o vento desejado A conduza e lhe dê fulgurantes auroras, Dias cheios de sol, noites de luar doirado!

Mas, o que vejo aqui? Aninhas, por que choras? Que mágoa te consome o peito apaixonado? Teu noivo não falou da choupana onde moras, Não disse que seria ali o teu noivado?

Há uma idéia, porém, tremeluzindo pela Alma desiludida e triste como a estrela Que primeiro, da noite, entre as sombras brilhou... E, com efeito, à luz tíbia da madrugada,

A escuna Flor do Mar era despedaçada! E o rapaz nem sequer, morto, à praia voltou!

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Pressentimento · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove