A escuna fez-se ao mar, ao clarão das seis horas
De uma tarde de abril. Que o vento desejado
A conduza e lhe dê fulgurantes auroras,
Dias cheios de sol, noites de luar doirado!
Mas, o que vejo aqui? Aninhas, por que choras?
Que mágoa te consome o peito apaixonado?
Teu noivo não falou da choupana onde moras,
Não disse que seria ali o teu noivado?
Há uma idéia, porém, tremeluzindo pela
Alma desiludida e triste como a estrela
Que primeiro, da noite, entre as sombras brilhou...
E, com efeito, à luz tíbia da madrugada,
A escuna Flor do Mar era despedaçada!
E o rapaz nem sequer, morto, à praia voltou!