Iremos sempre assim, mãos unidas, seguras,
De maneira que a fé jamais; jamais se acabe,
Mesmo que sobre nós a distância desabe
Muitos dias sem sol, muitas noites escuras.
Os olhares abrindo à atração das alturas,
Que prendem os corações, em forma de arrecabe,
Todo o teu coração profundamente sabe;
E o meu próprio, também, como as tristes criaturas
Vivem no turbilhão dos atros sofrimentos,
No redomoinhar de formidáveis ventos
Que são, às vezes, gelo, e àz vezes, fogo acesso...
Mas iremos por essa Estrada do Destino,
Que prende o mundo ao céu mais alto e cristalino;
Irás presa à minha alma; e eu à tua alma preso.