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1865–1927

Penitência

Juvêncio de Araújo Figueredo

Há sempre, em derredor de um túmulo fechado, Mistérios e visões e lendas... Na verdade, Todo o povo da vila anda, agora, assombrado Pelo que vê da lua em plena claridade.

Uma sombra aparece, à luz do luar velado, Muito branca e sutil, na branda suavidade Dos cômoros que são, nesse imenso esplanado, Mortalhas de ilusão nas ânsias da saudade.

Mas lembrei-me de ti, ó meiga flor celeste, Que, nesta vida atroz, tanto me prometeste Seres minha... só minha... e jamais de ninguém! E, como não cumpriste o juramento feito,

Por isso é que o teu vulto anda, assim, desse jeito, E a tua alma infeliz tal penitência tem!

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Penitência · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove