Há sempre, em derredor de um túmulo fechado,
Mistérios e visões e lendas... Na verdade,
Todo o povo da vila anda, agora, assombrado
Pelo que vê da lua em plena claridade.
Uma sombra aparece, à luz do luar velado,
Muito branca e sutil, na branda suavidade
Dos cômoros que são, nesse imenso esplanado,
Mortalhas de ilusão nas ânsias da saudade.
Mas lembrei-me de ti, ó meiga flor celeste,
Que, nesta vida atroz, tanto me prometeste
Seres minha... só minha... e jamais de ninguém!
E, como não cumpriste o juramento feito,
Por isso é que o teu vulto anda, assim, desse jeito,
E a tua alma infeliz tal penitência tem!