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1865–1927

Pelo mar do tédio

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vou pelo tédio doloroso e amargo Como quem vai, assim, tristonhamente, Por um mar sempre largo, sempre largo. Longe da terra verde e florescente.

Vou pelo tédio doloroso e amargo, Sem levar na alma um cântico esplendente. E enterrado num trágico letargo Sinto o meu coração todo doente.

E não me canso de ir por essas vagas Que não sei a que plagas, a que plagas Sobem, revoltas, sob céus tristonhos! O mar do tédio! o único dos mares

Capaz de amortalhar campos e lares, E de vencer e amortalhar os sonhos!

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Pelo mar do tédio · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove