Paulo, na flórea estrada de Damasco
Foi convertido ao amor do Nazareno.
Deixou, portanto, deste mundo o asco,
Extinguindo-lhe todo o atroz veneno...
Pedro limpava, nessa tarde, o casco
Do seu barco que para o mar, sereno
Iria. E Paulo amou-o, do penhasco,
Da altura excelsa de um clarão ameno.
E se a nascer chegasse o nosso filho,
O meu amor, que misterioso brilho
Nos seus lábios dulcíssimos traria...
Talvez, amor, dentro de poucos anos,
Morressem para sempre os desenganos...
E o que o mundo na fé então seria?...