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1865–1927

Para voltar

Juvêncio de Araújo Figueredo

Praia amorosa, aquela. E, sob o céu doirado, De um maio todo em flor, em carícias desfeito, O Domingos dormia, afoito, sossegado, Como se a praia fosse o seu macio leito.

Dormia o pescador, de um velho rancho ao lado, E as suas rijas mãos, cruzadas sobre o peito, Eram como as de quem, num leve sonho alado, Reza cheio de fé profunda; satisfeito,

Chegara de arriar muitas braças de rede... E enquanto a luz do sol não subisse à parede, No aconchego da praia a dormir ficaria, Descansando na areia, umas horas, à fresca,

Para voltar de novo ao trabalho da pesca, Na conquista febril do pão de cada dia.

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