Esgueirado na sombra escura dos pinheiros,
O Francisco desceu ao velho dormidouro,
Onde deitado estava, a ruminar, um touro
De olhares de ametista e altos chifres franqueiros.
Chegou e aos pontapés sobre os quartos traseiros
Desse humilde animal, de aveludado couro,
Fê-lo erguer-se do chão, num terrível estouro,
E no chão esfregou os seus braços mateiros.
Vinha ao touro pedir, dos músculos de guaxo
A rigidez, para jamais viver por baixo,
Para jamais recuar de façanhas audazes...
E, já pela manhã e nas sombras da tarde,
O Francisco, que, até então, era um covarde,
Ficou sendo o terror de todos os rapazes.