Meu amor! meu amor! os canários, nas telhas
Da nossa casa, são alados guizos de ouro;
E, sempre num concerto, as rútilas abelhas
Vibram pelos rosais seus anafis, em coro.
Tremem junto de nós, pelas nossas orelhas,
As antenas de prata e fio, de um besouro.
E balam, docemente, as humildes ovelhas
Que nos dão do alvo leite o saboroso soro.
Gozemos, desta casa, os frescores da tarde
Que entre pompas de luz, e ondas de aromas arde...
E, pela praia acima, o mar que vibra e freme;
Esse mar nos dará sonhos alvissareiros
Debruçado que está junto aos altos coqueiros
De palmas de esmeralda e cachos cor de creme.