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1865–1927

Páginas saudosas

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que belo estava o céu, na tarde imaculada Que o mês de maio abria, entre rútilas franjas! E todo o laranjal, doirado de laranjas. E esses carros de bois chiando pela estrada!

Que faina trabalhosa, em plena farinhada, Na abastança da sebe e das extensas granjas! E tu, ó minha flor, que tão meiga te arranjas, Como estavas bonita e toda perfumada!

Nessa tarde não sei que vislumbres de vida Eu senti ao teu lado, ó Valésia querida, Principalmente quando as tuas mãos nervosas Se aninharam, sutis, nas minhas mãos, tremendo,

Durante o tempo em que nos quedamos, relendo Do livro do passado as páginas saudosas!

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