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1865–1927

Outubro

Juvêncio de Araújo Figueredo

Mês de outubro. Essa luz é de fornalha em brasas. Alucina, estonteia, embriaga, adormece... Mesmo sob o arvoredo, o telhado das casas, À sua irradiação, cada vez mais se aquece.

Escondidas embora, as pequeninas asas Tremem continuamente. O calor entorpece. E, nas roças, no morro e nas campinas rasas Triste da seara em flor, triste da verde messe!

E enquanto esse cristal de luz assim fulgura, O gado desce à praia, a água do mar procura, Como se ali houvesse o seu melhor abrigo... E busca ver no sol, que se retrata à tona,

Uma pedra a rolar, igual a da atafona, Que à noite lhe dará louras palhas de trigo.

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