Desta montanha de tão frescos ares,
Circundada de campos enflorados,
Abro, saudoso, às amplidões dos mares,
Os meus sonhos formosos e adorados.
Vão-se com eles meus febris olhares,
Como uns festivos pássaros alados,
Do céu buscando os límpidos luares,
E os abrigos dos astros encantados.
Mas não sei a razão por que, tristonhos,
Voltam eles, cheios de um pesar profundo,
Quando voaram tão leves e risonhos,
Para um solar ubérrimo, fecundo!
É que os meus sonhos, adorados sonhos
Não pertencem senão ao próprio mundo!