Vejo, seguidamente, esplêndidas paisagens
De praias, onde o vento antífonas entoa...
E, num leve baloiço, ao léu, numa canoa,
Abro o peito e os pulmões ao frescor das aragens.
Pelas manhãs de maio alegram-se as viagens,
Quer haja luz fremente ou poeira garoa.
Florescem de cristal as praias da Lagoa,
E elas me dão à vida as mais ricas miragens.
Minha alma, por ali, de alvíssaras se alaga;
Reclina-se no leito amoroso da vaga,
Sentindo-lhe de perto o calor dos enleios...
E os cômoros que o vento eternamente abala.
Esses seios de praias, alvíssimos, de opala,
Esses seios me dão saudades dos teus seios...