Casa de tábua, casa humilde. E o sol, a pino,
Baixa fulgurações de metais. Pelas parras
Chiam, rusticamente, as rútilas cigarras;
E a passarada entoa as músicas de um hino.
Perto, um rio parece um manto diamantino
Estendido num fundo azul. Flores bizarras
Abrem corolas de ouro, encantadoras, raras,
Nos veludos da relva. E o mar fulge, divino.
Cheguei. Então escuto um retinir de louça...
E, de mim para mim, ao vento que balouça
As árvores, indago a hora do jantar...
E, chegado que fui à porta da varanda,
Vejo um pão sobre a mesa... E a velhinha Fernanda,
de mãos postas ao céu, começava a rezar.