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1865–1927

Oração ao meio-dia

Juvêncio de Araújo Figueredo

Casa de tábua, casa humilde. E o sol, a pino, Baixa fulgurações de metais. Pelas parras Chiam, rusticamente, as rútilas cigarras; E a passarada entoa as músicas de um hino.

Perto, um rio parece um manto diamantino Estendido num fundo azul. Flores bizarras Abrem corolas de ouro, encantadoras, raras, Nos veludos da relva. E o mar fulge, divino.

Cheguei. Então escuto um retinir de louça... E, de mim para mim, ao vento que balouça As árvores, indago a hora do jantar... E, chegado que fui à porta da varanda,

Vejo um pão sobre a mesa... E a velhinha Fernanda, de mãos postas ao céu, começava a rezar.

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Oração ao meio-dia · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove