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1865–1927

Ondas afora

Juvêncio de Araújo Figueredo

Alma triste, através de um nevoeiro denso, O meu avô paterno olha o horizonte infindo, E fica a meditar... Leva aos olhos um lenço, Que nos recorda uma asa alvíssima se abrindo.

É que lembra, por certo, o seu país tão lindo, Onde uma infância em flor, cheia de aroma intenso, Ele tanto fruiu, como hoje está fruindo Dessa recordação todo o fulgor imenso.

Perpassam-lhe, através dos olhares insontes, As vinhas e os trigais, as campinas e as fontes, E, à sombra do Mondego, o seu belo casal... Pudesse ele voar e voaria nesta hora,

Pelo oceano afora, ondas verdes afora, Por essas ondas que vão ter a Portugal!

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