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1865–1927

Olhos castanhos

Juvêncio de Araújo Figueredo

Para ter sobre a mesa uma branca toalha De linho e fresco pão, que é necessário à vida, Cedo, à hora em que o céu, serenamente, orvalha O campo, eu começava a dolorosa lida...

Nesta terra ninguém, que, entre espinhos, trabalha, Sentirá, ao correr uma estrada comprida, Onde a desolação, tristíssima, se espalha, O que eu, então, senti na estrada indefinida.

Mas, ó trabalho rude, ao pé das penedias! Ó calor de abrasar! E vós, chuvas doentias! E vós, noites de inverno, em céus negros, estranhos! Não mais éreis senão umas cousas de nada

Para quem tinha toda a alma iluminada Pela bendita luz de dois olhos castanhos!

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