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1865–1927

Olhos

Juvêncio de Araújo Figueredo

Aqueles têm a cor do azul celeste, Meigos, suaves, límpidos, tão belos Que os corações por mais austeros ao vê-los, De uma doçura original se veste.

Estes são como o lindo mar de leste, Dos montes frios sem os camartelos... Muitos lembram topázios amarelos, E outros são sombras mudas, de cipreste.

A todos quero bem, porque no fundo Desses olhos eu vejo sempre um mundo De mistérios de amor, de sentimentos... Mas muito maior bem quero aos teus olhos,

Que, assim negros, penetram nos escolhos Negros, dos meus tristíssimos tormentos.

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Olhos · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove