Aqueles têm a cor do azul celeste,
Meigos, suaves, límpidos, tão belos
Que os corações por mais austeros ao vê-los,
De uma doçura original se veste.
Estes são como o lindo mar de leste,
Dos montes frios sem os camartelos...
Muitos lembram topázios amarelos,
E outros são sombras mudas, de cipreste.
A todos quero bem, porque no fundo
Desses olhos eu vejo sempre um mundo
De mistérios de amor, de sentimentos...
Mas muito maior bem quero aos teus olhos,
Que, assim negros, penetram nos escolhos
Negros, dos meus tristíssimos tormentos.