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1865–1927

Ódio!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ódio! ódio fatal! Imponderável Ódio de assaltos de sinistra fera! De onde vieste, mísero, execrável? — Talvez dos antros de uma nova esfera.

E quem te trouxe ao mundo, ó miserável Ódio execrando, cuja voz impera De tal maneira brusca, incomparável, Que até sonha as carícias à quimera?

Não desceste de um antro? Não desceste? Ou tristemente lúgubre te ergueste Da podridão dos pântanos sombrios? Do qual brotou o coração do homem,

Para viver nas ânsias que o consomem, Mais formidáveis que uns sangrentos rios?

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