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1865–1927

O remorso

Juvêncio de Araújo Figueredo

Deve ter asas negras, tenebrosas, Esse nefasto e trágico morcego Que, à noite, desce às almas criminosas Que procuram nas trevas um sossego.

Visão, dentre as visões misteriosas, Desce do mais indescritível pego, Avassalando as ânsias silenciosas, Roubando a tudo os mantos de aconchego.

Mas, mesmo assim, por toda a imensidade, Quem ao remorso negará piedade; Quem ao remorso negará o intento De nos levar, na curva dos seus braços,

A alma plena de mísero cansaço, A luz formosa do arrependimento?

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O remorso · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove