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1865–1927

O relógio da mágoa

Juvêncio de Araújo Figueredo

Graças ao céu! Voltei a nossa velha casa, Que é o ninho encantador dos nossos lindos filhos! Maria, andei com frio e hoje o calor me abrasa; Pelas trevas andei e hoje só vejo brilhos...

Sinto o calor que vem do seio dessa casa; E os brilhos que ora vejo, esses vieram dos trilhos Da mais robusta fé que as dúvidas arrasa, E das dúvidas quebra os mais fortes cadilhos!

E essa que ora me abraça, a velha Catarina, Foi quem pôde contar, ao certo, a minha sina, Quando me disse que eu bem cedo voltaria. E voltei, lindo amor, porque de onde eu me achava,

Todo o meu coração tristemente escutava O relógio da mágoa a bater, noite e dia!

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