Vives voltado simplesmente às dores;
E das dores te envolves no sudário
De atras, sombrias, magoadas flores,
Com o coração nas ânsias, solitário.
Solitário nas ânsias, os fulgores
Do mundo amargo, deste mundo vário,
Deixas rolar como senectas flores;
E a tua vida tange a campanário.
Somente as dores ao teu ser humano
Dão com certeza o sacrossanto arcano
Da doce paz que o belo céu recolhe.
Faz-se mister que ao teu olhar, no entanto,
Para purificar-te, suba o pranto,
E esse teu coração nele se molhe.