Skip to content
1865–1927

O pranto

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vives voltado simplesmente às dores; E das dores te envolves no sudário De atras, sombrias, magoadas flores, Com o coração nas ânsias, solitário.

Solitário nas ânsias, os fulgores Do mundo amargo, deste mundo vário, Deixas rolar como senectas flores; E a tua vida tange a campanário.

Somente as dores ao teu ser humano Dão com certeza o sacrossanto arcano Da doce paz que o belo céu recolhe. Faz-se mister que ao teu olhar, no entanto,

Para purificar-te, suba o pranto, E esse teu coração nele se molhe.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
O pranto · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove