Ei-lo que chega, o rei Sardanapalo,
Com toda sua excelsa vassalagem.
Unta-lhe as botas prateadas um vassalo,
E outro lhe dá perfumes bons à imagem.
Muitas são as pessoas que a cavalo
Chegam! Todas repletas de voragem,
Para vê-lo glorioso, e acompanhá-lo,
Que o rei chegou de flórida viagem.
Mas que ilusão tristíssima, nefasta,
O eterno rei Sardanapalo arrasta!
Pois não há quem não veja em torno dele,
Senão sapos coaxando, e frias lesmas;
Almas nojentas, neste mundo — as mesmas
Que amam a quem de um rei só tem a pele!