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1865–1927

O orgulho

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ei-lo que chega, o rei Sardanapalo, Com toda sua excelsa vassalagem. Unta-lhe as botas prateadas um vassalo, E outro lhe dá perfumes bons à imagem.

Muitas são as pessoas que a cavalo Chegam! Todas repletas de voragem, Para vê-lo glorioso, e acompanhá-lo, Que o rei chegou de flórida viagem.

Mas que ilusão tristíssima, nefasta, O eterno rei Sardanapalo arrasta! Pois não há quem não veja em torno dele, Senão sapos coaxando, e frias lesmas;

Almas nojentas, neste mundo — as mesmas Que amam a quem de um rei só tem a pele!

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