Caminho escuro, aberto à sombra de espinheiros
Rugidores ao vento a uivar como um cachorro...
E o André tinha que vir dos engenhos no morro,
Deixando para trás, na safra, os companheiros.
E desceu, o rapaz, ora a passos ligeiros,
Ora com lentidão. Noite alta. Nem um jorro
De luz pela amplidão... E o André, metido o gorro
Ao sovaco direito, alou, galgando outeiros...
Mas afinal, parou, na encruzilhada, a custo...
E, para dominar o miserável, susto,
Começou a cantar, banhado de esperanças.
E, chegado que foi à casa, o pai lhe disse:
— Enquanto fui rapaz, nunca fiz a tolice
De acordar, desse jeito, os velhos e as crianças!