Skip to content
1865–1927

O medroso

Juvêncio de Araújo Figueredo

Caminho escuro, aberto à sombra de espinheiros Rugidores ao vento a uivar como um cachorro... E o André tinha que vir dos engenhos no morro, Deixando para trás, na safra, os companheiros.

E desceu, o rapaz, ora a passos ligeiros, Ora com lentidão. Noite alta. Nem um jorro De luz pela amplidão... E o André, metido o gorro Ao sovaco direito, alou, galgando outeiros...

Mas afinal, parou, na encruzilhada, a custo... E, para dominar o miserável, susto, Começou a cantar, banhado de esperanças. E, chegado que foi à casa, o pai lhe disse:

— Enquanto fui rapaz, nunca fiz a tolice De acordar, desse jeito, os velhos e as crianças!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
O medroso · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove